História

A Quinta da Ponte foi adquirida em 1940 pelo Comendador Armando Penim Gomes Villar. Deve o seu nome à ponte que se crê ser de origem Romana, e que une desde há centenas de anos a povoação de Bom Sucesso de Alvide (assim se chamava Alvide antigamente) ao Cobre. Por aqui passavam as carroças carregadas de cereais que iam abastecer as azenhas da Ribeira das Vinhas.

Comprada a Quinta da Ponte, logo tratou Armando Villar de limpar e aumentar o poço que aí existia, pois para ele a água era um dos bens mais importantes que havia. Depois, como o Zé da Horta teve de deixar os terrenos que possuía em Cascais onde foi construído o Mercado, vendeu o moinho americano que lá tinha a Armando Villar. Este moinho deve ser com certeza o mais antigo existente e em funcionamento no concelho, e mesmo na área da grande Lisboa. Atesta-o o Sr Almerindo Raposo (o técnico mais antigo de moinhos em Cascais e que conhece quase todos os moinhos existentes num raio de muitas dezenas de quilómetros) que diz que ele saiba apenas existe mais um com um mecanismo tão rudimentar. Como não tem cravado o número de série dos moinhos saídos da fábrica do Roquete poderá mesmo tratar-se de um dos primeiros moinhos importados dos Estados Unidos. Estima-se que tenha sido fabricado nos finais de 1800.

Na fase de recuperação da Quinta em 2008 este moinho foi todo desmontado peça a peça. Os parafusos e as porcas (que eram quadradas e não sextavadas) tiveram que ser serrados, pois estavam todos calcinados. Depois foi todo metalizado e montado novamente para durar mais 100 anos. À excepção da folha do leme e dos parafusos e porcas que unem a sua estrutura todo o moinho é original.

Depois do poço melhorado e do moinho montado, construiu um tanque para acumular a água que o moinho tirava do poço, e que depois permitiria a rega das hortas. Nesse tanque está hoje o nosso escritório. Construiu também a casa que servia de apoio na extrema Sul da Quinta das Patinhas, que vem ribeira abaixo desde o Parque das Penhas do Marmeleiro (ou Rio do Marmeleiro, ou As Penhas como os antigos lhe chamavam) em Murches.

Em 1995 instalou-se na Quinta da Ponte um campo de Speedball. O Speedball era uma espécie de Paintball urbano jogado num pequeno campo de 40×20. Eram jogos muito rápidos e cheios de adrenalina, e que se podiam inclusivamente jogar à noite. Daí a existência de alguns postes de iluminação que restam desse tempo. Mas um dia choveu muito, um frigorífico obstruiu a passagem das águas debaixo da ponte, vieram as canas que taparam o resto, a ribeira subiu e o campo de Speedball foi parar à Praia do Peixe, ali à frente do Hotel Baía.

Passados uns tempos a Quinta da Ponte passou a Discoteca. Era o famoso Bar da Ponte que atraiu gente às centenas, e se tornou no espaço nocturno mais concorrido de Cascais. Ainda muitos dos nossos clientes, agora com crianças pequenas, se lembram das filas de automóveis estacionados que se estendiam por mais de 300 metros de ambos os lados da estrada nas três direcções: Cobre, Alvide e Alcabideche. Havia discoteca, barracas de tiro ao alvo, patins em linha, pão com chouriço, e até a pista de carrinhos de choque que costuma estar na Malveira da Serra esteve aqui montada. Era um festival! A completa loucura da noite do Verão de 1998!

Um dia, já altas horas da madrugada, um carro desgovernado despistou-se e partiu mais uns quantos. Ninguém se aleijou, mas também ninguém sabia do condutor. A polícia é que não gostou e passados uns dias multou os carros todos que estavam mal estacionados à beira da estrada. No dia seguinte não apareceu ninguém no Bar da Ponte.

Entretanto a Quinta da Ponte voltou a estar abandonada mais uns longos anos.

Em 2004, com uma filha recém nascida, o actual proprietário começa a magicar uma ideia que lhe pudesse proporcionar a ela e a todas as outras crianças diversão, e aprendizagem acerca da vida na Natureza. Esta era uma experiência extremamente enriquecedora pela qual ele próprio já tinha passado na sua infância, pois tinha nascido na Quinta, e quando criança sempre aqui viveu. Era chegada a altura de oferecer esta vivência a muitas, muitas crianças!

O seu Avô, Armando Villar, que era uma pessoa muito equilibrada, sábia e respeitada por todos os que tiveram a sorte de o conhecer; foi também para o neto uma espécie de guia. Desde muito cedo começou-lhe a ensinar dactilografia, carpintaria, pintura, agricultura, electricidade, fotografia, revelação em laboratório, mecânica, manuseamento de vários equipamentos eléctricos, mecânicos e ópticos, organização de escritório, apicultura e acima de tudo um grande respeito pela Natureza e pelo que ela nos dá!

Para poder transmitir estes ensinamentos a muitas crianças era necessário ter um espaço específico, uma quinta onde houvesse todas as condições para receber e ensinar as crianças. A isso poder-se-ia chamar uma Quinta Pedagógica? Fazia sentido! E o nome? O nome de um professor. O melhor de todos: ARMANDO VILLAR

Assim nasceu a ideia da Quinta Pedagógica Armando Villar, mas esta estava longe de uma via principal, e era necessária uma ponte que ligasse o oásis ao mundo civilizado. Essa ligação era a Quinta da Ponte.

Assim começaram as negociações com a parte da família à qual coube em partilhas a Quinta da Ponte, até que se concretizou a compra. As obras de reabilitação começaram no dia imediatamente a seguir à escritura, e como não houve tempo para arquitectos fazerem o projecto e também não houve obras que exigissem licenciamento seguiu-se assim mesmo. Mas foi complicado, e ainda mais porque foi um dos Invernos mais chuvosos de que há memoria. Mas passado um ano e muitas dificuldades superadas a pulso todos os dias, a obra na Quinta da Ponte ficou pronta!

A obra estava concluída, mas como não tínhamos um manual de “como organizar várias festas infantis em simultâneo”, foi necessário inventar um conceito novo de raiz. E foi o que fizemos. Idealizámos um espaço em que em vez de estarem todas as crianças ao molho, cada aniversariante passaria a festa com os seus amiguinhos e com toda a privacidade. As festas estariam todas coordenadas de forma que as todas as crianças pudessem desfrutar de duas ou mais actividades apenas e só com os seus amigos. Tínhamos de treinar monitores para acompanhar devidamente o desenrolar das festas, enfim. Havia um sem número de questões para as quais se teve que inventar soluções à medida, E foi isso que se fez.

De seguida havia que equipa-la. Solução: uma das maiores feiras mundiais de brinquedos estava prestes a começar. Para quem nada percebia de festas infantis esta era uma oportunidade a não perder. Assim durante cinco dias estabeleceram-se dezenas de contactos e fizeram-se encomendas de novos e diferentes brinquedos que em Portugal não existiam. Espanha, Inglaterra, Suiça, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, Itália, Alemanha, são alguns dos países de onde chegou material diverso para equipar a Quinta da Ponte.

Passados uns dias fez-se a primeira festa para 20 crianças. Demorou uma semana a preparar.

Hoje chegamos a fazer 5 festas em simultâneo e muitas mais por dia com perfeito controle, e já fizemos eventos e festas para mais de 400 crianças com tudo coordenado ao milímetro. Mas para isso contribuem e colaboram muitas pessoas, quase todas muito jovens, mas que ainda têm um grande entusiasmo, alegria e empenho no que fazem. São extraordinários! É toda a nossa equipa que junta consegue transformar uma festa, em momentos únicos e num dia inesquecível.

O nosso agradecimento vai também para os nosso clientes grandes e pequeninos, que com as sua alegrias, sugestões e críticas foram fundamentais para nos ajudar a crescer e melhorar os nossos serviços. Esperamos continuar sempre a contar com a vossa ajuda!

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